domingo, 20 de janeiro de 2013

Apocalipse – 5ª Parte (Apoc 2:18-29 e 3:1-6 )

Na Carta destinada à igreja de Tiatira, cidade da Ásia, localizada entre dois rios, o Senhor Jesus apontou virtudes praticadas pelos crentes daquela igreja, mas também expressou a sua insatisfação com o envolvimento de muitos com doutrinas, filosofias e a praticas que redundaram em uma total corrupção espiritual, principalmente com a prática da idolatria.
Os ensinamentos de Jezabel (na Bíblia Jezabel é reconhecida como a pior de todas as mulheres), sacrifício e culto a Baal, eram propagados no seio da igreja. Com os ensinamentos falsos a fé Cristã fica comprometida. Não há harmonia entre o Cristianismo e o paganismo. Como a igreja vai transformar o mundo se ela for influenciada pelos costumes do mundo?
Semelhantemente, a igreja Cristã estabelecida na cidade de Sardes, também localizada na Ásia, recebeu severas advertências do Senhor Jesus, juntamente com o seu pastor, por seus desvios, principalmente por sua inércia espiritual e perversão moral.
Apesar de demonstrar ser uma igreja dinâmica e popular, era tudo aparência (o que conta é o interior do homem). Conceitos humanos (seculares) estavam acima da Palavra de Deus e a razão substituía a fé genuína. O formalismo religioso impedia a ação do Espírito Santo.
Em Sardes, os crentes que não haviam se contaminado (eram poucos), receberam a promessa de terem seus nomes escritos no Livro da Vida. Mas Deus, em sua infinita misericórdia, concede ao homem a oportunidade ao arrependimento. Por isso o Senhor Jesus pede aos de Sardes (e aos crentes de todas as épocas) que sejam vigilantes (a vigilância evita a queda e o esfriamento na fé) e obedientes à verdade ouvida e que não ignorassem uma tão grande salvação.
Candeia
Material compilado

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Apocalipse – 4ª Parte (Apoc 2:12-17)

A igreja de Pérgamo estava estabelecida no centro de um mundo totalmente pagão. Sob a influência desse sistema mundano, houve um esfriamento moral e espiritual da igreja. Além do mais, os governantes de Pérgamo usavam do poder da espada para, inclusive, coagir os cristãos a negar sua fé.
Pérgamo abrigava pessoas que apresentavam e defendiam doutrinas contrárias as Escrituras. Falsos líderes defendiam a “doutrina de Balaão” e os princípios dos nicolaítas. Em outras palavras, os ensinos que Balaão difundiu levaram Israel e pecar contra Deus através da prostituição e, principalmente no que se refere ao culto idólatra e a comer comida sacrificada aos ídolos (Números 25:1-2). Já os princípios nicolaítas, segundo alguns estudiosos, referem-se ao conformismo implementado pelo mundo, inclusive pela permissividade moral (adultério, promiscuidade, imoralidade, etc).
A rígida advertência que Jesus fez a igreja de Pérgamo tinha a finalidade primeira de estimular o arrependimento e provocar mudança de atitude. A proposito, “sem mudança de vontade não há arrependimento, e sem arrependimento não há regeneração, não há mudança de vida. Mesmo depois da conversão, o caráter de arrependimento continua ativo podendo ser acionado em qualquer momento, e quantas vezes for necessário”.
Candeia
Material compilado

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Apocalipse – 3ª Parte (Apoc 2:8-11)

A mensagem de Jesus aos crentes verdadeiros de Esmirna (Esmirna era uma importante cidade de uma província romana localizada na Ásia) enfatiza a fidelidade daquela igreja a Deus, mesmo diante das perseguições cruéis e sangrentas pelas quais passavam os irmãos. Já os falsos crentes, esses foram censurados pelo Senhor Jesus.
O império romano, autor principal dessas perseguições, exigia o extermínio completo do cristianismo. O confisco dos bens dos cristãos causou pobreza material, mas a riqueza espiritual estava presente no meio deles. Além do mais, falsos judeus, aliados de Satanás, se posicionavam como inimigos do povo de Deus. Jesus previu o sofrimento pelo qual passaria aquela igreja.
Em resumo, nessa passagem bíblica, duas verdades são ensinadas (ontem, hoje e amanhã) por Jesus ao seu povo: a primeira é que o diabo persegue o povo de Deus (2:10) e a segunda é que, como crentes, devemos ser fiel a Deus até a morte. Estamos sujeitos à morte física (a primeira morte), mas não seremos submetidos ao sentimento de terror provocado pela segunda morte.
A vitória que Jesus obteve sobre a morte, além de ser para os crentes daquela época e de hoje motivo de animo, era a garantia da futura ressurreição dentre os mortos e a certeza de uma vida eterna ao lado do nosso amado Deus.
Candeia
Material compilado

sábado, 10 de novembro de 2012

Apocalipse – 2ª Parte

Seguindo adiante com o Livro de Apocalipse, nos capítulos 2 e 3, nos deparamos com cartas endereçadas às sete igrejas cristãs da Ásia. As promessas, as sentenças condenatórias e as admoestações dirigidas àquelas igrejas, se aplicam perfeitamente as nossas vidas no presente momento.
A primeira carta, dirigida à igreja de Éfeso, cidade portuária de grande destaque comercial, localizada na Ásia, continha elogios por suas virtudes, mas também censuras severas por sua negligência. Entre os irmãos daquela igreja, muitos haviam abandonado a fé em Jesus Cristo, voltando às praticas contrárias as Escrituras.
Algumas virtudes cristãs deixaram de ser praticadas, como a falta de amor, ausência de temor a Deus, diminuição da força da oração, perda do dinamismo da Palavra e a inércia para com a obra evangelística, dentre outras.
Éfeso chegou a ser uma potência espiritual, mas em decorrência do pecado a sua visão espiritual foi obscurecida, gerando naquela comunidade cristã uma apatia.  
A advertência que Deus imprime a igreja de Éfeso tem como objetivo possibilitar a oportunidade de despertar um reajuste no seu relacionamento com Ele, permitindo a volta aos princípios originais e fundamentais da fé Cristã.
“(...) lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não (...)” Apoc 2:5.

Candeia
Material compilado

sábado, 27 de outubro de 2012

Apocalipse

O livro de Apocalipse suscita uma esperança no crente em Deus. Uma esperança no fim de todos os efeitos do pecado sobre o homem e em uma nova ordem moral, social e política. O livro contém o maior número de profecias do Novo Testamento e foi escrito para encorajar os cristãos do primeiro século diante das dificuldades que enfrentavam com o Império Romano.
O escritor, o apóstolo João, estava exilado na ilha de Patmos, na Grécia (por volta do ano 95/96 a. C), por ordem do imperador romano, Domiciano, quando recebeu a revelação de Deus e escreveu o livro de Apocalipse. Naquela época (primeiro século) havia uma intensa perseguição aos cristãos, primeiramente por parte dos judeus e depois, pelos romanos. Roma dominava o mundo conhecido e a corrupção era muito intensa. Por causa da idolatria que predominava, Roma foi denominada de “grande prostituta” (Ap. 17:3-9).
O valor do livro de Apocalipse é incalculável. Ele mostra o desfecho de toda história da humanidade, em particular a história da salvação do homem. Além do mais, o livro serviu para mudar a visão que as Igrejas tinham de Jesus, de sofrido e desprezado durante seu ministério, mas agora de poderoso, majestoso e glorioso.
O apóstolo enfatiza a necessidade de pureza na vida cristã (21:8), convida os salvos para a fidelidade (2:10), alerta os crentes para a segunda vinda de Cristo (1:7), mostra a importância do louvor (7:11-12), prepara a igreja para as dificuldades que virão (12:13-17) e profetiza as vitórias dos remidos (14:15).
Vivemos no tempo da graça, ou seja, tempo em que todos têm a oportunidade de salvação. Mas chegará o dia em que essa possibilidade será revogada e Deus agirá apenas como juiz, fazendo uma análise completa das nossas atitudes (Rm 14:10).
Candeia
Material compilado

domingo, 9 de setembro de 2012

Devo subir ao Monte para orar?

Existem muitos enganos ensinados nas denominações cristãs e "orar no monte" é um deles. Os argumentos costumam ser que foi no monte que Moisés teve um encontro com Deus e que Jesus costumava subir ao monte para orar. Outros argumentos são que se subirmos ao monte de madrugada para orar, além de estarmos imitando Jesus, ficaremos livres das distrações e ruídos da civilização. É claro que sempre que alguém cria uma ordenança qualquer irá encontrar na Bíblia versículos para comprovar sua doutrina, como é o caso do "orar no monte":
Para quem lê a Bíblia como se fosse um manual de instruções certamente achará que alguns versículos são suficientes para confirmar que devemos agir da mesma maneira. Mas na Bíblia também existem versículos que mandam apedrejar pessoas, expulsar os leprosos da cidade, sacrificar animais e não comer peixe sem escamas. Certamente não basta existir um versículo na Bíblia, pois é preciso saber quando aquilo foi dito, para quem, em que circunstâncias, com qual objetivo etc.

O primeiro erro está em não se compreender o que é Israel e o que é Igreja, dois povos distintos com promessas distintas e um futuro peculiar a cada um. Sem este entendimento iremos buscar no Antigo Testamento aquilo que nos agrada e transformar em doutrina, quando a única doutrina dada à igreja foi a "doutrina dos apóstolos" (Atos 2:42).

O Antigo Testamento, que inclui os evangelhos no que diz respeito às ordenanças e sacrifícios, eram figuras ou sombras de coisas ainda futuras, com as quais hoje podemos nos ocupar. Quem espera a chegada de uma visita se alegra quando vê a sombra da pessoa que está chegando, mas não vai servir café para a sombra; vai se ocupar com a pessoa real. (Rm 15:4; Cl 2:17; 1 Co 10:11; Hb 9:23).

Então vamos à doutrina dos apóstolos: Onde na doutrina dos apóstolos (ou em Atos, que é um livro de transição) é dito que os cristãos devem subir a um monte para orar? Ou que a oração de madrugada tem maior eficácia? Em lugar nenhum. Encontramos os cristãos orando nos mais diferentes lugares (a maioria deles nas cidades), desde um calabouço até um cenáculo (andar superior), passando por casas térreas, beiras de rios e terraços.

Mas por que inventaram tal coisa como esse costume de "orar no monte" e de preferência "de madrugada"? Porque o homem religioso gosta de coisas difíceis, de fazer sacrifícios e penitências, porque isso lhe dá a impressão de ter se esforçado para cumprir uma ordenança e ter algum mérito.
Os homens religiosos estão sempre em busca de grandes coisas, coisas difíceis, fardos pesados, porque isso dá a sensação de algum tipo de participação no que Deus faz (Mateus 23;4-5). Então esses líderes religiosos de hoje insistem em colocar esses desafios aos que se submetem a eles, fazendo com que subam a uma montanha de madrugada com a promessa de que Deus lhes dará o que pedirem.

A ideia de que seja preciso sair da cidade para orar é justamente o contrário do que faziam os primeiros cristãos: eles oravam onde quer que estivessem, principalmente nas cidades.

Você já deve ter ouvido pessoas se gabando de terem "ido ao monte orar", não é mesmo? A carne religiosa é assim mesmo. Porém o que seria dos portadores de deficiência, dos cadeirantes, dos idosos, daqueles com crianças pequenas e dos presidiários se Deus esperasse que subissem a algum monte no sereno da noite para orar?

Qualquer membro dessas religiões que "sobem ao monte" certamente terá um caso para contar de problemas que aconteceram nessas noites de oração no monte. Eu já ouvi de um rapaz morto por um raio, pessoas assaltadas, mulheres violentadas e até atacadas por animais. Isso sem falar dos casais de namorados que se afastaram do grupo e foram pegos fazendo algo que não tinha nada a ver com oração.
Mario Persona

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Quem pode ser abençoado?

“Que Deus te abençoe!” Ouvimos essa expressão várias vezes durante a semana. É comum ainda em algumas famílias que os filhos peçam a benção para seus pais ou avós. Contudo, o que é a benção de Deus? Quem pode ser abençoado?
Eu dividiria o que seria a benção de Deus em três etapas (todas elas totalmente vinculadas à graça e misericórdia de Deus pois não merecemos nenhuma delas):
A primeira seria a benção da vida, do ar que respiramos, a benção de ter saúde, de desfrutar de uma família, da chuva, de toda a criação que Deus fez e nos colocou como gerenciadores de tudo isso. Aqui também incluiria a questão da prosperidade financeira.
No caso desta primeira benção, ela vem de Deus para qualquer um, sem distinção de cor, sexo, idade ou religião. Os cristãos não são mais abençoados do que os outros por crerem em Cristo, pelo menos não neste sentido. Os cristãos não possuem mais saúde, ou dinheiro (diferentemente do que pregam algumas igrejas), ou tem mais ar para respirar e nem vivem mais pelo fato de servir a Deus. Essa benção é para todo mundo.
A segunda parte da benção seria a salvação. Esta é apenas para aqueles que crêem. Quando cremos em Cristo, nossos olhos espirituais são abertos e passamos a ver as coisas de Deus. Deus se faz presente em nossa vida e começa a direcionar nossos passos. Esse momento da conversão talvez seja o ponto alto da vida de muitos cristãos. Porém não é a plenitude da benção de Deus.
A terceira parte, que eu chamo de A Benção de Deus, está disponível para quem a buscar, porém só é desfrutada por poucos homens. Muitos chegam até a benção da salvação, param por ali e vivem um relacionamento com Deus distante e de conveniência. Contudo, há algo muito maior do que tudo isso, que é o próprio Deus.
A maior benção que podemos ter nesta terra não é a prosperidade financeira, não é ter muitos filhos, não é ter muita sabedoria, apesar de todas essas coisas serem de fato muito boas. A melhor coisa que pode nos acontecer é termos a presença de Deus em nossa vida.
Em um certo momento Deus disse a Moisés (Êxodo 33): – Estou farto do pecado deste povo. Vou abençoar vocês. Vou fazer que entrem na terra prometida, a terra que prometi dar aos pais de vocês, que mana leite e mel. Porém não ficarei com vocês para que não os destrua!
O Senhor falava com Moisés face a face (significa que a presença de Deus estava com Moisés).
Porém Moisés respondeu diante da afirmação de Deus: – Não nos faça subir a este lugar se a tua presença não for conosco!
Este pequeno diálogo revela algo profundo demais a respeito de Moisés. Ele tinha A Benção de Deus. A presença de Deus estava com ele e isso era seu maior tesouro. De tal forma que ele diz: Eu não quero esta benção, eu não quero a terra que mana leite e mel, a terra que o Senhor nos prometeu, onde teremos paz e prosperidade, não quero nada disso se o Senhor não estiver comigo.
Muitos trocam a presença de Deus por 5 minutos de prazer. Moisés não trocava a presença de Deus por nenhum tesouro deste mundo.
A maior benção que podemos ter é caminhar ao lado do Soberado Deus. É tê-lo como amigo, como Abraão.
Esta benção é para poucos, porém aqueles que buscam a face de Deus, aqueles que estão dispostos a ouví-lo e obedecê-lo, estes terão A Benção de Deus, por meio de Cristo Jesus, nosso Senhor!