domingo, 4 de março de 2012

Línguas Estranhas

O propósito inicial de Deus era que o homem falasse apenas uma língua e assim foi, até que, contrariando a orientação de Deus (os homens deveriam se espalhar por toda a terra – Gen 9:1), edificaram uma cidade e uma torre - Babel (Gen 11:4). Confundindo a linguagem, Deus estabeleceu as línguas básicas da terra, das quais surgiram outras línguas e dialetos. O resultado dessa confusão foi a dispersão da humanidade (Gen 11:5-7).
Mesmo com a diversidade das línguas, Deus não precisou de intérprete para se comunicar com o homem nas diferentes épocas.
Em Atos 2, diferente de Babel, Deus mostra que queria novamente que o seu povo pudesse se comunicar. Após a descida do Espírito Santo, seus discípulos passaram a falar em outras línguas e os presentes ouviam cada um na sua própria língua. No texto, não há qualquer menção de que a língua falada fosse à língua dos anjos. Pelo contrário, o texto enumera uma lista de regiões onde esses idiomas eram falados.
Quando Paulo escreveu à igreja de Corinto – 1 Cor 12:4-11 e 1 Cor 14 – não exaltou o dom de línguas. Pelo contrário, afirmou que o falar em línguas era um dos menores dons na lista descrita pelo mesmo. Falar em língua não santifica o homem.
No início da formação da igreja, o Novo testamento estava em processo de revelação. Por  esse motivo, Deus concedeu aos apóstolos e aos profetas, sinais especiais, como as línguas, por exemplo. Então, os apóstolos, que eram Galileus, ao falarem em outras línguas, estavam demonstrando que a mensagem era de Deus. Essas mensagens (línguas terrenas) traduzidas edificavam a igreja (1 Cor 14:5).
O apostolo ainda regulamentou o uso das línguas na igreja – 1 Cor 14:26-40 – violadas atualmente por muitos. O falar em línguas deve se limitar a duas ou três pessoas por culto, e isso sucessivamente (não muitos de uma só vez). Só falar em línguas quando tiver um interprete (“se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei” – 1 Cor 14:6 – “se com a língua, não falar palavra compreensível, como se entenderá o que se diz”? – 1 Cor 14:9), mas não havendo interprete, fique calado na igreja. As mulheres são proibidas de falar em línguas (1 Cor 14:34) .
Hoje, muitas igrejas de diferentes doutrinas, inclusive doutrinas essas contrárias à Palavra de Deus, ensinam e pregam o falar em línguas. Mas, estaria Deus sinalizando e aprovando tais igrejas?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Lei e a Graça



A graça e a verdade (Novo Testamento ou Novo Pacto) vieram por meio de Jesus Cristo (João 1:17 b).  O sacerdócio do antigo testamento era exercido por Arão e os levitas. O Novo Testamento, que entrou em vigor após a morte do Senhor Jesus Cristo (“onde há testamento é necessário que intervenha a morte do testador” - Hebreus 9:16), é exercido pelo novo sumo-sacerdote,  Jesus Cristo.

Jesus Cristo cumpriu a Lei (Mateus 5:17), entretanto, revogou-a, pois “a lei nunca aperfeiçoou cousa alguma (Hebreus 7:18-19).

A lei foi dada a Israel por um determinado tempo, pois não passava de “aio” (tutor) que levaria o homem à Cristo a fim de que fossemos justificados pela fé (Gálatas 3:24-25), judeus e gentios. A lei, portanto, era sombra das cousas que haviam de vir (Colossenses 2:17). Não estamos mais subordinados à lei, nem mesmo os judeus (Romanos 7:6).

“Todos quantos, pois, são das obras da lei, estão debaixo de maldição; porque está escrito: maldito todo aquele que não permanece  em todas as cousas escritas no livro da lei, para praticá-las. E é evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé” (Gálatas 3:10-11).

E  mais, “pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2:10). “De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaístes” (Gálatas 5:4). 

No início da formação da Igreja houve muitos problemas, pois os cristãos não entendiam esse ponto doutrinário. Alguns, principalmente os judeus convertidos a Cristo, continuavam guardando a lei, inclusive, insistindo que era necessário fazer a circuncisão (aliança de Deus com Abraão e seus descendentes – no oitavo dia do nascimento, todo macho era circuncidado – corte do prepúcio da criança) para ter comunhão com Deus, motivo pelo qual foi provocada a realização do primeiro concílio na sede da igreja cristã (não era em Roma) localizada em Jerusalém (Atos 15).

A Bíblia ensina que não devemos ultrapassar a doutrina de Cristo para que não tornemo-nos cúmplices das suas obras más (2 João 9-11). Se a sua igreja prega uma doutrina que contraria a Bíblia, mesmo que parcialmente, “retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos” (Apocalipse 18:4).  

domingo, 6 de novembro de 2011

A origem da Igreja

O grande mistério de Deus, agora revelado, é que gentios e judeus são reunidos em um só corpo, a igreja (Efésios 3:1-21). A igreja, fundada 50 dias após a morte de Jesus Cristo, no dia de Pentecostes, teve início com a descida do Espírito Santo (Atos 2:3). Jesus Cristo é o Senhor da igreja e seus membros são sujeitos a Ele (Efésios 5:24).
O Livro de Atos dos Apóstolos mostra claramente como se deu o início da formação da Igreja Cristã e a sua expansão. Inicialmente o Evangelho foi pregado aos Judeus, mas ao passo que mais e mais gentios eram convertidos (Deus não faz acepção de pessoas – Atos 10:34), a Igreja foi se diferenciando e se separando do Judaísmo. A mensagem principal do Evangelho, pregada por Paulo e os demais Apóstolos, era que todos deveriam se arrepender dos pecados cometidos, mudar de vida (abandonar a pratica do pecado - conversão), confessando Jesus Cristo como Messias, para serem cancelados os pecados e, na presença de Deus, venham tempos de refrigérios (Atos 3:19-21), pois, “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). Note bem, em nenhum outro há salvação, exceto Jesus Cristo.
 Até o terceiro século não havia denominação religiosa Cristã, apenas homens movidos pelo Espírito Santo, que se reuniam de casa em casa ou no templo, perseveravam unânimes na fé na obra redentora de Jesus Cristo (Atos 2:46). Não havia nenhum necessitado no meio Cristão, pois os que possuíam terras ou casas vendiam e entregavam os valores aos apóstolos para que fossem distribuídos entre os irmãos (Atos 4:32-37). Por causa do Evangelho, muitos Cristãos foram perseguidos, presos, torturados e exilados (Atos 4 - 7:54-60 - 12).
Os discípulos iniciam as viagens missionárias com o intuito de pregar a Palavra de Deus nos confins da terra (Atos 13). Nesse período da história, surge, então, o primeiro conflito acerca dos ensinamentos de Cristo (doutrina) entre os discípulos. Alguns irmãos ensinavam que se o novo convertido não fosse circuncidado, segundo o costume de Moisés, não podia ser salvo (Atos 15:1). Um segundo ponto, que também partia dos judeus, discutia se deveria haver contato social irrestrito entre os crentes judeus e gentios. Esses assuntos provocaram a realização do primeiro Concílio. Esse Concílio foi realizado na sede da igreja, e a sede da igreja era em Jerusalém (Atos 15). Nesse Concílio, conforme Atos dos Apóstolos 15:13  em diante, quem deu a palavra final foi o Apóstolo Tiago.
No ano 313 da nossa era, o imperador romano chamado Constantino, se converteu ao cristianismo. Em função disso, a expansão do cristianismo foi facilitada e a liberdade ao culto foi estabelecida. O imperador Constantino uniu o Estado e a Religião e no âmbito religioso criou a figura do papa (que em italiano significa papai. A Bíblia diz que “a ninguém na terra chameis de vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus” – Mateus 23:9), surgindo daí, o início da denominação Católica (universal) Apostólica (vem dos Apóstolos de Cristo) e Romana (a sede dessa denominação seria Roma).
Em 1054 a igreja Cristã de Constantinopla (ortodoxa) rompe com o papa. Em 1517 o teólogo alemão Martinho Lutero revoltou-se contra a prática da venda de indulgências (perdão de pecados promovido pela igreja) e passa a professar que a salvação do homem só é obtida pela fé na obra salvadora de Jesus Cristo. Daí surge o movimento chamado de Reforma Protestante. Em 1533, o rei da Inglaterra Henrique VIII pediu divórcio. Como o papa Clemente VII negou, Henrique VIII cortou relações com Roma e se declarou chefe de uma nova igreja (denominação) – a igreja Anglicana.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

                                                 CASAMENTO E ADULTÉRIO

O Senhor diz em Sua Palavra que é bom que o homem não esteja só, por esse motivo fez uma auxiliadora (Gênesis 2:18). Portanto, o homem deixa o pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne (Gênesis 2:24). Uma só carne não significa apenas à união física, sexual, mas também, a união da alma e espirito.
O casamento é uma união inquebrável, por isso a Bíblia diz que, o que Deus ajuntou não o separe o homem. É uma aliança para toda a vida (Mateus 19:6). Qualquer um que cause a separação de um homem de uma mulher (ou vice versa) comete adultério. “A mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive, mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre para contrair novas núpcias” (Romanos 7:2-3).
Quando há infidelidade sexual no casamento, o divórcio é permitido, embora não ordenado. A parte ofendida pode se reconciliar com o adúltero(a) através da pratica do perdão. O único fundamento para o divórcio é o adultério. Doença, pobreza, incompatibilidade, desejo por uma mulher mais jovem e bonita não são motivos para o divórcio. O divórcio sob qualquer outro argumento que não o adultério é ele mesmo adultério, pois “quem repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério” (Mateus 5:32).
Se um homem abandona ou divorcia-se de sua esposa, ele não estará livre para casar com outra mulher, a não ser que sua esposa tenha morrido.
Jesus Cristo confrontou a mulher samaritana dizendo: “porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido” (João 4:18). A mesma confrontação ocorreu com Herodes (rei) que casou com Herodias enquanto vivia o marido (Filipe). “Não te é licito possuir a mulher do seu irmão” (Marcos 6:18). Por causa dessa confrontação, João Batista foi aprisionado e em seguida executado.
Não é fácil seguir essas recomendações do nosso Deus, contudo, Deus não mudará suas orientações para favorecer o homem. São ensinamentos imutáveis, que não se adéquam a qualquer civilização ou época, mas é justamente o contrário, o homem é quem deve se adequar aos ensinamentos do nosso Criador.
Jesus Cristo foi misericordioso com os adúlteros, mas Ele não perdoa o pecador para que ele permaneça no mesmo erro quando encontrado (João 8:11). O pecador deve confessar seus erros a Deus, mediante arrependimento, e logo em seguida deve abandonar as práticas ilícitas, pois, se assim não for, perecerá (Lucas 13:5). Leia também a primeira carta aos Corintios 6:9-10 e Apocalipse 22:15.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Engano

O primeiro grande engano se deu no Jardim do Éden, quando Satanás, incorporado em uma serpente (primeira sessão espírita), enganou Eva e por sua vez Adão (Gênesis 3). O pecado do casal não foi só porque comeu o fruto, mas incluiu desobedecer à orientação de Deus, crer na mentira de Satanás e colocar a vontade humana acima da vontade de Deus.
O engano não parou ai, pois, ao longo da história da humanidade, o inimigo de Deus tem utilizado as mais diversas estratégias para ludibriar o homem e (I Pedro 5:8), conseqüentemente, levá-lo a pecar cada vez mais, aumentando o abismo que separa o homem de Deus (Salmos 42:7).
Na época do Senhor Jesus Cristo, Ele já alertava acerca dos falsos profetas e falsos ensinos (Mateus 7:15 – 24:11 e 24:24). Logo após a Sua morte, a política do engano foi engendrada e intensificada. Os apóstolos, cumprindo o IDE do Senhor, alertavam as pessoas acerca dos falsos profetas, falsos apóstolos, falsos evangelhos (Gálatas 1:6 - II Pedro 2:1 – I João 4:1). 
A igreja primitiva combatia as heresias e excluía do seu meio os falsos irmãos (Gálatas 1:8).  Não havia covardia por parte da Igreja. Infelizmente o engano tem crescido assustadoramente, notadamente por falta de conhecimento Bíblico dos Cristãos, pois, aliado a isso, o deus desse mundo (Satanás) tem cegado o entendimento de muitos para que a luz do evangelho não resplandeça (II Coríntios 4:4). Em outras palavras, o diabo tem agido neste mundo de forma que as pessoas não entendam e não compreendam a Palavra de Deus revelada (a Bíblia) e não busquem a Deus, socorro bem presente no momento de angústia (Salmos 46:1).
 Por muito tempo a leitura da Bíblia foi proibida. Quem fosse pego com a Bíblia era morto e o livro queimado. Um pequeno e restrito grupo de pessoas tinha acesso às Escrituras e mesmo assim, em latim, uma língua morta. Era a política do engano presente na história. O tempo passou, as sociedades evoluíram, a Bíblia foi maciçamente traduzida para dezenas de idiomas, mas, o engano ainda se faz presente. Grupos religiosos Cristãos se intitulam como detentores da interpretação da Bíblia e, portanto, monopolizam a “verdade”.
A forma mais fácil de um governo corrupto dominar as pessoas é restringindo-o à educação, à informação e ao conhecimento. No mundo Cristão não é diferente. Quanto menos se tem conhecimento de Deus através da Bíblia, mas fácil fica controlar e manipular as pessoas. O engano é arma que satanás usa diuturnamente.
Muito cuidado, pois o engano, às vezes, é muito sutil. Quando o homem acorda, em alguns casos, já é muito tarde. Pense nisso!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Espiritismo


O Espiritismo, que se resume basicamente a consulta aos mortos, é proibido por Deus (Deuteronômio 18:9-12). Para não assustar ninguém, o Espiritismo dá a entender que acredita na Bíblia, mas, paulatinamente, vai desacreditando a Palavra de Deus. Para atrair mais pessoas para a religião Espírita, usam algumas estratégias como: “você é médium e precisa desenvolver sua mediunidade” (Sal 91:3) – saudade dos parentes falecidos (Hebreus 9:27) – fachada Cristã – Religião mais cômoda (II Coríntios 4:4) – curiosidade pelo além – etc.
O Espiritismo prega que através de sucessivas reencarnações, pelos seus próprios esforços e pela pratica das boas obras, o homem vai aprimorando a si mesmo, sem a necessidade do sacrifício vicário (substituto) de Jesus Cristo. A Bíblia diz que a salvação é obra divina (Efésios 2:8-9); o Espiritismo diz que a a salvação se adquire pelo esforço humano. O Espiritismo e a Palavra de Deus são totalmente antagônicos.
Na caminhada de Israel, saindo do Egito (escravidão) para Canaã (terra escolhida por Deus para habitação do seu povo), Deus vai educando, doutrinando aquela gente. Das inúmeras advertências que Ele faz a Israel, uma delas é que não haja consulta aos necromantes (necromancia: adivinhação por meio da evocação dos espíritos) -  Levítico – 19:31. O primeiro rei de Israel, Saul, foi morto por causa da sua transgressão contra Deus, porque interrogou e consultou uma necromante (I Crônicas 10;13). Manasses provocou a ira de Deus ao consultar os médiuns e não O buscar, além de praticar outras mais terríveis abominações (II Reis 21:6).
E os milagres que ocorrem no espiritismo?
Em II Tessalonissences 2:7-12 o Apóstolo Paulo alerta a igreja de Cristo que no final dos tempos os “espíritos” operariam curas e prodígios, com o objetivo de enganar o povo e levá-los ao inferno eterno. O próprio Satanás se transforma em anjo de luz (II coríntios 11:14) com um único objetivo: enganar os incautos (sem cautela).
Algumas passagens Bíblicas mostram que não há reencarnação. Em Hebreus 9:27 a Palavra de Deus diz que “assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo”. Um dos ladrões crucificado com Jesus pediu para ser salvo. Jesus afirmou que naquele dia Ele o levaria para o paraíso (Lucas 23:43). Não foi pedido ao ladrão para ele reencarnar, fazer boas obras para obter a salvação. Bastou que ele cresse em Jesus Cristo, o filho de Deus.
A Bíblia conta a história de um rico e um pobre que, após a morte, um foi para o céu (Lázaro) e o outro para o inferno. O que estava no inferno (em tormento) pediu para o pai Abraão (simboliza Deus) enviar Lázaro para dar-lhe um pouco de água, ao que Abraão respondeu: “... está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós” (Lucas 16:26). Em seguida, o personagem insiste: “... Pai, eu te imploro que o mandes (Lázaro) a minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho a fim de não virem também para este lugar de tormento” (Lucas 16:26-27). A resposta de Abraão ainda ecoa no tempo: “...Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos”. Trazendo para o nosso contexto atual. Hoje nós temos a Bíblia (revelação de Deus ao homem) e os verdadeiros Cristãos espalhados por esse mundo pregando o Evangelho de Cristo. Leiamos e ouçamos.
Quando vos disserem: consultai os necromantes e os adivinhos, que tagarelam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8:19).

domingo, 7 de agosto de 2011

Superstição

É comum quando se assiste a uma partida de futebol ver jogadores carregando terços nas mãos fazendo alguns sinais com o objetivo de obter algum retorno místico (miraculoso) positivo. Lembro-me que Maradona, quando técnico da seleção argentina, antes dos jogos da Copa na África do Sul, estava sempre com um terço nas mãos beijando. Resultado pratico: a Argentina foi eliminada do mundial.

Ao contrário do que se esperava a superstição não diminuiu com o avanço da tecnologia e das ciências físicas. Outro fator de destaque era achar que superstições eram coisas de países pobres. Os grandes jornais espalhados pelo mundo trazem todos os dias uma sessão de horóscopos, e a televisão e o rádio dão ampla cobertura a indústria do irracional.

Espiritualmente falando, toda e qualquer superstição é perigosa, pois desagrada a Deus. Isso não é mero passatempo inofensivo. Algumas vezes, a primeira nação com quem Deus lidou, Israel, foi duramente punida por se envolver com práticas supersticiosas, irracionais.

Antes de entrar em Canaã, Deus avisa: “Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará em ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa” (Deuteronômio 18:9-14).

Algumas práticas podem parecer inocentes, mas não são. Por meio dessa sutil tática muitas pessoas são postas em contato com o poder das trevas, sem saber, quando colocam a sua fé em si mesmas ou em objetos, mandingas, astrologia, etc. O que a Bíblia diz sobre as superstições e/ou mandingas? Quais as conseqüências espirituais sobre essa prática?

A superstição é uma conduta errônea, sem base real, estruturada no medo ou ignorância de algo imaginário, que pode estar fundamentado em tradições humanas (Mat 15:6). Quem sofre desse mal acredita que certos procedimentos como rezas, feitiços, curas, etc podem influenciar de maneira mística a vida.

Essa crendice é resultado de ignorância sobre os ensinamentos Biblicos. Todas essas praticas são condenadas pela Bíblia. Em I Samuel 15:23, em algumas traduções, a palavra feitiçaria é substituída por superstição, então lemos: “A rebelião é tão culpável quanto a superstição; a desobediência é como o pecado de idolatria. Pois que rejeitaste a palavra do Senhor, também ele te rejeita e te despoja da realeza”.

A conseqüência número um da superstição na vida de uma pessoa é o total aprisionamento, servidão, crendices e quem estar por trás é o inimigo das nossas almas, o nosso adversário (1 Pedro 5:8). Precisamos fugir desses absurdos (sinal da cruz, medo de gato preto, benzedeira, mau olhado, reza, etc).

A Bíblia diz que “o deus (o Diabo) deste mundo cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Cor 4:4). Graças a Deus que Jesus Cristo veio para destruir as obras das trevas (1 João 3:8).  

E finalmente, concluo com a passagem de Gálatas 5:19-21 que diz: “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus”.

“Conheceres a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32).