quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Longe está o Senhor dos ímpios, mas escutará a oração dos justos

"A oração não é um direito. A oração é um privilégio, um abençoado privilégio. O SENHOR não é obrigado a ouvir a oração de qualquer homem, e Ele rejeitará a oração do ímpio. Mas como Ele prometeu, Ele ouvirá a oração dos justos. Ele responderá a eles com ternura, com poder e com rapidez. Este axioma era perfeitamente entendido pelos judeus (Jo 9:31).

Os ímpios são aqueles que continuam em pecado, qualquer pecado, até mesmo um só pecado. Eles sabem que estão pecando, mas não se importam. Eles não o confessam nem o abandonam. Eles ignoram os avisos da Palavra de Deus, Seus ministros, as suas consciências murmurantes e a convicção do Espírito Santo. Eles acreditam que podem escapar impunemente com os seus pecados. Eles escondem seus pecados sob um manto de hipocrisia. Eles não acham que o pecado é suficientemente importante ao ponto de abandoná-lo e repudiá-lo. Eles escondem seus pecados sob um manto de hipocrisia.

Você pode esconder o seu pecado dos seus pais, de seus cônjuges, dos seus filhos, da sua igreja e do seu pastor. Eles continuarão a lhe tratar com a mesma bondade e afeição que dispensavam no passado. Você pode convencer os amigos e a família com hipocrisia, mas não conseguirá convencer o SENHOR.

O SENHOR vê os próprios pensamentos e intenções do coração (Hb 4:12). Não há nada oculto aos Seus santos olhos (Hb 4:13). Ele vê e conhece perfeitamente cada pecado do pensamento, da palavra e dos atos. E Ele não faz vista grossa aos mesmos. Eles O entristecem e ofendem, e a não ser que sejam confessados e abandonados, Ele não ouvirá as suas orações. Você está fadado a uma vida sem a benção Dele, e Ele dispensará severo castigo sobre você.

O SENHOR não está longe dos ímpios na questão de local e conhecimento, pois Ele enche os céus e a terra, e ninguém pode se esconder Dele (Jr 23:24). Mas Ele está longe de ajudá-los, confortá-los, abençoá-los e de ter comunhão com eles. Ele está à mão para ver as suas maldades, mas está bem longe de responder às suas orações. E no grande Dia do Juízo, Ele dirá a eles para que se apartem Dele para o fogo eterno do inferno (Mt 7:23).

O pecado é tão ofensivo contra o santo Deus, especialmente quando você o conhece melhor, que os seus sacrifícios se tornam uma abominação para Ele (Pv 15:8). Quando você se rebela contra a pregação da Sua Palavra, Ele considera as suas orações como uma abominação (Pv 28:9). Veja os comentários de Provérbios 28:9. Ele despreza a sua adoração quando você está escondendo pecados não confessados (Is 1:10-15; 58:1-11).

Esta ofensa de rebelião é tão grande contra Deus que Ele rirá e zombará quando você precisar Dele (Pv 1:24-31). Se você rejeita a convicção e a instrução Dele agora, Ele rirá da sua calamidade mais tarde! Leitor, nem se arrisque em pensar que você pode considerar a pregação com leviandade. Nem se atreva a pensar que você poderá esconder o seu pecado secreto e que Deus será misericordioso.

Por causa da maldade de Saul, o SENHOR o abandonou (ISm 16:14). E mesmo tendo rogado por misericórdia, o SENHOR o tinha julgado e dado o seu reino a Davi (ISm 15:28-30). Ele estava tão desesperado para que as suas orações fossem ouvidas que ele foi à feiticeira de En-Dor para fazer aparecer Samuel, que o condenou ainda mais (ISm 28:5-20)! Mas Davi tinha confiança de que até mesmo no inferno a presença de Deus ainda o protegeria e o abençoaria (Sl 139:7-10)!

Mas Davi também tinha pecado. E ele escondeu o seu pecado e aprendeu uma lição dolorosa. Ele escreveu, "Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá." (Sl 66:18). Por isso ele confessou o seu pecado e o Senhor o ouviu. Ele escreveu, "Mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração." (Sl 66:19). Portanto, é seu grande dever examinar a sua alma e a sua vida. O homem segundo o próprio coração de Deus examina a si mesmo com frequência e completamente (Sl 19:12-14; 26:2; 139:23-24).

Então você deve confessar os seus pecados, imediata e completamente, tudo que você encontrar pela benção da luz e da convicção de Deus (Pv 28:13; Jó 33:26-28). Ele o perdoará fielmente (I Jo 1:9).

Sermos convencidos do pecado é uma benção especial de Deus. São as oportunidades amorosas do seu Pai celestial que está chamando para você voltar a Ele. Se você continuar a se rebelar, Ele se voltará em ira Paternal e o castigará. Mas Ele diz a você, "Volte-se para Mim" (Is 44:22; Ml 3:7).

Para aqueles que se humilham e vivem vidas santas, o SENHOR está sempre presente com livramento e benção (IICr 16:9; Sl 34:15-17; 138:6; Tg 5:16; IPe 3:12). Dê ouvidos ao SENHOR e creia na Sua Palavra, "Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele cumprirá o desejo dos que o temem; ouvirá o seu clamor e os salvará." (Sl 145:18-19).

Caro leitor, você não precisa ser perfeito para que Deus ouça cada uma das suas orações, mas você precisa confessar os seus fracassos. Considere Elias, o homem feroz que ele era. Quando reconsideramos o poder de suas orações, o SENHOR nos consola declarando que Elias foi um homem sujeito às mesmas paixões que nós enfrentamos todos os dias (Tg 5:16-18). Muito obrigado, Senhor!

O SENHOR ouviu cada oração do nosso abençoado Senhor Jesus (Jo 11:42), pois Ele sempre fazia aquelas coisas que agradavam a Ele (Jo 8:29). Na Sua hora da mais profunda necessidade, apesar da cruz ser inevitável, Seu Pai enviou um anjo para O fortalecer (Lc 22:43). E o anjo do SENHOR acampa ao nosso redor, e nos livra quando O tememos (Sl 34:7). Glória"!

Extraído do site da LetGodBeTrue

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Melhor é morar num canto de umas águas-furtadas do que com a mulher rixosa numa casa ampla

"Porque certos homens estão sempre fora de casa? Eles caçam, trabalham horas extras, jogam golfe, vivem na sua oficina, tratam do jardim, ficam no porão, ou ouvem música com fones de ouvido. Por quê? Eles estão evitando a apavorante criatura com quem eles tolamente casaram.

 Deus criou Eva para ser a companheira perfeita de Adão (Gn 2:18). O casamento dá ao homem a sua própria mulher como companhia agradável, auxílio mútuo, e prazer sexual. Mas o pecado corrompeu os desígnios de Deus e as mulheres se tornaram tagarelas, importunantes e irritantes em casa.

 De que forma corrompemos a criação de Deus (Ec 7:29)? O maior prazer do homem se tornou a sua maior dor! O seu maior tesouro a sua maior perda! Seu melhor amigo o seu pior inimigo! Sua fonte de paz e conforto em miséria sem fim (Pv 12:4)! Veja os comentários de Provérbios 19:13. Quando a vítima se dá conta do seu grave erro, seu espírito está abatido, e ele é forçado a se render e se retirar para achar seu único conforto na calma solitude de outras buscas.

 Uma mulher rixosa é uma mulher barulhentamente alterada, discordante, clamorosa, ruidosa, e reclamante. A maioria já ouviu falar dela - ela geralmente está falando, corrigindo, debatendo, repreendendo, sugerindo, lembrando, e de outras maneiras se tornando um aborrecimento insuportável. Tentativas de corrigi-la terminam em fracasso, pois o seu orgulho desgovernado não permite que ela se submeta nem que cale a boca.

Quão prevalente é este problema? Salomão nos avisou cinco vezes com provérbios semelhantes a este (Pv 12:4; 19:13; 21:19; 25:24; 27:15-16). É um problema comum, especialmente em nossa época rebelde, quando as mulheres não sabem mais qual é o seu lugar ordenado por Deus.

"Melhor é ..." você está ouvindo o Pregador? Ele dá uma das sábias prioridades da vida. É melhor viver no telhado do que dentro de uma casa grande com uma mulher dessas. É melhor ser solteiro, só e solitário, do que coabitar com esse peso miserável num casamento vazio de alegria.

O Deus infinito, que criou a mulher para o homem, declarou que um espírito manso e quieto é de grande valor, tem muito mais valor do que uma melhoria na aparência (IPe 3:3-4). A decoração externa nunca pode cobrir a mancha interna de um espírito contencioso (Pv 11:22; 27:15-16). Ele prometeu que a mulher piedosa será louvada pelo seu marido e pelos seus filhos (Pv 31:28).

Homem jovem, rejeite-a! Impulsos irrefletidos, necessidade desesperadora ou a paixão tola haverá de atormentá-lo nos próximos cinquenta anos. Que os homens casados possam conhecer e por à prova a sua pretendente e a mãe dela; deixe que eles verifiquem se há algum vestígio daquele espírito odioso. Qualquer defeito de caráter que você encontrar antes do casamento se tornará dez vezes pior mais tarde (Pv 30:21-23). E essa deformidade não melhora com a idade!

Marido dominado, você já realizou um casamento triste? Se ela teme o SENHOR, leve-a ao tribunal da Escritura e deixe que ela leia as ordens do Criador. Encontre uma igreja onde o homem de Deus a repreenderá e a instruirá em seu lugar. Ponha ela em contato com mulheres agradáveis. Se ela não teme ao Senhor, escolha um canto do telhado onde haja menos exposição!

Menina ou mulher cristã, odeie esse tipo de criatura repulsiva tanto quanto a uma mulher estranha. Ouça a sua tagarelice constante, suas reclamações chorosas, suas observações negativas, suas intervenções grosseiras, suas correções opressoras, seus perturbantes lembretes, sugestões egoístas ou suas perguntas arrogantes. Jura diante de Deus que você nunca viverá um dia da vida dela. A submissão é o seu papel e dever; (Ef 5:22-24) rejeitar isso é destruir a sua beleza. O seu encanto garantirá um respeito perpétuo; (Pv 11:16) a reverência lhe garantirá uma estima eterna; (Ef 5:33; IPe 3:5-6) uma quietude reservada exaltará o seu espírito (Pv 17:27)".

Extraído de LetGodBe Tue

domingo, 28 de setembro de 2014

Uma resposta àqueles que defendem o amor acima da verdade



Os últimos meses tenho combatido algumas práticas doutrinarias dos neopentecostais. Em virtude disto, muitas pessoas me escrevem concordando com o conteúdo dos textos, como também outras me criticando severamente pela falta de amor com que denuncio suas heresias. Para estas eu deveria me calar não expondo publicamente as mazelas neo-pentecostais, até porque, o ensinamento bíblico é que devemos amar o próximo.

Pois bem, não foi o Senhor Jesus quem disse que “O AMOR une, mas a VERDADE divide! Por favor, pare, pense e reflita: JESUS CRISTO, a expressão máxima do AMOR, é, antes de tudo, A VERDADE (João 14:6). Ele mesmo disse: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”. (Mt 10:34). “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão”. (Lc 12:51).“Assim entre o povo havia dissensão por causa dele” [Jesus Cristo]. (Jo 7:43)

Como bem afirma Humberto Fontes ao contrário do nefasto ecumenismo (que sacrifica a VERDADE, em prol da UNIDADE, custe o que custar), a Bíblia nos diz que a UNIDADE só é possível entre os crentes que professam a VERDADE bíblica! Se isso não ocorrer, teremos uma “falsa unidade”, um falso amor, uma verdadeira torre de Babel.

Como já escrevi anteriormente creio na unidade da Igreja Evangélica, porém, nem toda igreja que se diz evangélica de fato é evangélica. Recuso-me a acreditar que igrejas como a Universal do Reino de Deus que comercializa a fé, vendendo indulgências, além de criar doutrinas que afrontam as Escrituras Sagradas pode ser considerada uma agência cristã.

Caro leitor, a unidade da Igreja é bíblica, e deve ser vivida contudo, o ecumenismo gospel é repulsivo e incoerente. Infelizmente não é possível acreditarmos na unidade entre igrejas sérias com igrejas falsas, cujo ensino é ensismemado, aproveitador e antropocêntrico. Ora, os cristãos verdadeiros não negociam a fé, não comercializam Deus, não vendem produtos mágicos, não servem a Maria, nem tampouco adoram a santos. 

Os verdadeiros cristãos não inventam esquisitices e aberrações teológicas como decretos e determinações espirituais. Os verdadeiros cristãos são éticos, honestos em suas posturas e comprometidos com a verdade e o evangelho de Cristo. Os verdadeiros cristãos zelam pela sã doutrina e repudiam as novas teologias. Os verdadeiros cristãos não relativizaram a Palavra de Deus, antes pelo contrário, pregam e vivem as Escrituras Sagradas em todo o tempo e momento.

Vale a pena ressaltar que o Senhor ao nos desafiar a amar não o faz no desejo de que em nome do amor tapemos os olhos ao pecado bem como as heresias que destroem a comunidade da fé, mesmo porque, amar, antes de tudo, significa não abrir mão da verdade, não negociá-la, nem tampouco relativizá-la em detrimento à uma visão pessoal.

Isto posto afirmo que a verdade arranca as máscaras da religiosidade e hipocrisia, levando ao crente em Jesus a viver uma vida, santa, reta e transparente.

Nele que é a única e abslouta verdade!


Renato Vargens

Vidas bem Construídas



     Salmo 119:97 a 105: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos. Sou mais prudente que os idosos, porque guardo os teus preceitos. De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra. Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas. Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.”

A Igreja não é um lugar, apenas, para as pessoas irem ou para se realizarem eventos. Não! À luz da Bíblia Sagrada, ela é uma família, um corpo, um edifício, é um rebanho. E todos precisamos de princípios dentro da família. Todos temos uma origem, pensamos diferente, somos de culturas diferentes, status e cor diferentes. Para vivermos juntos, precisamos de princípios e de verdades. Precisamos ter fundamentos sólidos. Todos nós, tomando posse desses fundamentos, desses ensinos, podemos viver como família, como rebanho, como edifício, como Igreja e podemos ser sal da terra e luz do mundo.

Onde vamos encontrar fundamentos sólidos? Nós temos bibliotecas cheias de filosofias, gurus e ensinos. Paulo, na sua segunda epístola a Timóteo 3:16 diz: “Toda a escritura é inspirada por Deus.”

Então, onde vamos buscar a fonte para nos fundamentarmos e criarmos alicerces na vida?  Na Bíblia Sagrada. Precisamos de fundamentos sólidos, porque são eles que dão forças para vivermos de forma correta o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Como saber se a Bíblia é a verdade? Existem muitas evidências, mas, pelo menos, três evidências precisamos conhecer.

1ª) Evidência histórica. A geografia bíblica prova que isso é verdade. A arqueologia também. Outra coisa: Contamos o nosso calendário pelo nascimento de Jesus. Estamos no ano de 2006, do Nascimento de Jesus. Todo mundo se rege por essa verdade.

2ª) É um Livro escrito num período de 1.500 anos, com 40 autores diferentes. Reis, Sacerdotes, Profetas e Apóstolos. Não existe nenhuma contradição na Bíblia. São 1.500 anos e 40 autores. Isso é Deus.

3ª) Evidência de vidas transformadas. Começando por mim e passando de banco em banco, chegando do outro lado do mundo pela internet, sabemos que a evidência de vidas transformadas por este Livro é muito forte. Todos somos convertidos por causa deste Livro.

Se queremos saber se a Bíblia é verdadeira, basta olharmos para nós mesmos!

A Graça de Jesus edifica, levanta, muda, transforma, e nos faz exemplos de Deus.

Vamos começar a construir a vida em Mateus 7:24-27: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.”

Como começamos? A Bíblia diz: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;” Aqui está o segredo: ouvir e praticar. Quando ouvimos e praticamos, temos fundamento sólido.

Estamos edificando a vida bem edificada porque, um dia, a chuva vai cair, o vento vai soprar, o rio vai tentar avançar e precisamos ter uma vida resistente, convicções fortes, alicerces sólidos, porque é assim que vive a Igreja do século XXI.

Vale a pena construirmos a vida sobre valores sólidos. A Bíblia diz que um dia Jesus Cristo vai voltar. Repito: vale a pena gastarmos a vida, investirmos a vida nas verdades de Deus. As verdades de Deus são proféticas, não voltam vazias, e Ele tem o melhor para as nossas vidas.
Pastor Miguel Ângelo

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Estudo Por que Deus Proibiu Imagens e Depois Mandou Fazer Querubins?

Deus disse: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso” (Êxodo 20:4-5). Mas depois ele disse: “Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório” (Êxodo 25:18). Ele se contradisse?

Embora estas instruções específicas façam parte da lei dada aos israelitas, Deus também condena a adoração de imagens por qualquer pessoa ou povo, judeu ou gentio. No Antigo Testamento, ele castigou várias nações por suas práticas de adorar imagens e criaturas, ao invés de servirem o único Criador. Jeremias comunicou a sentença de Deus contra a Babilônia: “Portanto, eis que vêm dias, em que castigarei as imagens de escultura da Babilônia, toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus cairão traspassados no meio dela” (Jeremias 51:47; cf. Isaías 21:9). O Egito, também, foi condenado por sua idolatria: “Assim diz o SENHOR Deus: Também destruirei os ídolos e darei cabo das imagens em Mênfis.... Assim, executarei juízo no Egito, e saberão que eu sou o SENHOR” (Ezequiel 30:13,19).

Mas os querubins, feitos por ordem de Deus, não foram objetos de adoração. Representavam criaturas que servem a Deus, sempre próximos ao trono do Senhor. O propiciatório, que ficava em cima da arca da aliança, representava o trono de Deus. Os querubins serviam para lembrar o sumo sacerdote, quando entrava no Santo dos Santos, que esta sala do tabernáculo representava a presença de Deus. Mas jamais adoraria os próprios querubins.

Desta maneira, podemos fazer uma distinção importante hoje. Um desenho ou imagem de uma pessoa, até talvez a representação de um apóstolo, profeta ou outra personagem bíblica, pode servir para nos lembrar da mensagem da Bíblia e do procedimento daquele servo, e assim reforça a santidade de Deus. Este uso de representações gráficas não fere os princípios bíblicos. Por outro lado, a veneração de imagens, usando estas representações como objetos de culto ou de honra espiritual, é desobediência aos princípios revelados pelo Senhor. Deus nunca autorizou a veneração de santos, apóstolos, anjos ou imagens representando quaisquer criaturas celestiais ou terrestres.

No Novo Testamento, Paulo disse: “Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1 Coríntios 10:14).

| Autor: Dennis Allan

domingo, 21 de setembro de 2014

Não sigo o Papa Francisco e Maria não é minha mãe


O Papa Francisco tem sido uma lufada de ar fresco para muitos católicos em busca de maior liberdade e uma preocupação crescente para os cristãos conservadores que discordam de seus comentários sobre a homossexualidade e outras questões culturais.
Mas a última declaração do pontífice está provocando um alvoroço nos crentes ao redor do mundo. O Papa Francisco enviou um tuíte terça-feira que definitivamente viola a verdade das Escrituras:
“O cristão que não sente que a Virgem Maria é a sua mãe é um órfão”, tuitou o Papa Francisco. A partir do momento em que eu escrevi nesta coluna o tuíte tinha sido “retuittado” cerca de 4.000 vezes e muitas das respostas foram indelicadas.
Alguns sugeriram que o pontífice é “completamente maluco”, enquanto outros lhe perguntaram se ele tinha inalado muito incenso e ainda outro disse ao jesuíta argentino que se confinasse ao seu pacifismo. Fica pior a partir daí, mas não é apropriado atacar o homem pelo seu tuíte anti-bíblico. É mais apropriado compartilhar a verdade.
Maria é a Mãe do Mundo?
Primeiro, vamos examinar como o papa expandiu sua exaltação de Maria. Durante seu discurso semanal em Roma, o papa colocou a Igreja Católica Romana na posição de “mãe” do mundo e encorajou os católicos a seguirem Maria como exemplo da maternidade divina.
“Em nossas catequeses, temos notado, muitas vezes, que não nos tornamos um cristão por conta própria, mas por termos nascido e sido alimentados na fé no meio do povo de Deus, que é a igreja. Ela é uma verdadeira mãe que nos dá a vida em Cristo e, na comunhão do Espírito Santo, nos leva a uma vida comum com nossos irmãos e irmãs”, disse o papa.
“O modelo da maternidade para a igreja é a Bem-Aventurada Virgem Maria que, na plenitude dos tempos, concebeu através do Espírito Santo e deu à luz o Filho de Deus. Sua maternidade continua através da igreja, que traz filhos e filhas por meio do batismo, a quem ela nutre por meio da Palavra de Deus”.
E Quanto a Romanos 8:14-17?
Então, vamos começar a dissipar esse erro com as Escrituras. Romanos 8:14-17 ilumina a questão dos órfãos em Cristo — não há órfãos em Cristo:
 “Porquanto, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vós não recebestes um espírito que vos escravize para andardes, uma vez mais, atemorizados, mas recebestes o Espírito que os adota como filhos, por intermédio do qual podemos clamar: ‘Abba, Pai!’ O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória”. (KJA)
Em nenhuma parte esses versos fazem menção de Maria. Em vez disso, vemos o Pai, Cristo e o Espírito Santo em ação na vida de um crente. É o que está na Bíblia. Se isso não for suficiente, o próprio Jesus afirmou claramente: “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós” (João 14:18 KJA). Eu não quero dizer isso de uma maneira sarcástica, de forma alguma, mas por favor, note que Jesus não disse que Maria viria a eles, ou que Ele traria Maria para eles, ou que Maria estaria orando por eles, ou que eles deveriam orar para Maria.
Há muitas questões na religião católica que não se alinham com a Bíblia, mas sugerir que “O cristão que não sente que a Virgem Maria é a sua mãe é um órfão” é uma afirmação obviamente herética que barateia a nossa salvação. Os cristãos são justificados pela fé (Rm 5:1) — pela Justiça de Deus em Cristo (2 Cor 5:21). Maria foi um instrumento abençoado que Deus escolheu para trazer o Messias ao mundo, mas Jesus não a exaltou e nem nós deveríamos.
Jennifer LeClaire é editora de notícias da revista Charisma. Ela também é diretora do Awakening House of Prayer (Casa de Oração Despertar) em Fort Lauderdale, Flórida, e autora de vários livros.
Jennifer LeClaire
Traduzido por Dionei Vieira do artigo da revista Charisma: Pope Francis, Mary Is Not My Mother, and I Am Not an Orphan
Fonte: www.juliosevero.com

sábado, 20 de setembro de 2014

As imagens na Igreja Católica

Sabemos que existem muitas diferenças entre a fé católica e a protestante. Dentre todas elas, talvez a que me chama mais atenção e distancia ainda mais essas duas igrejas é a polêmica doutrina das imagens.
De um lado temos a crítica evangélica afirmando ser pecado fabricar e prestar culto às imagens, baseada em ambas as Escrituras: Antigo e Novo Testamentos. De outro lado os católicos se defendem dizendo que não são idólatras, nem adoram as imagens, apenas veneram-nas, baseando-se para isso, principalmente, na Tradição da Igreja Católica e em algumas poucas passagens do Antigo Testamento.
Quem está com a razão? Os católicos, que afirmam ser apenas de caráter pedagógico e decorativo o uso das imagens, ou os protestantes, que afirmam ser antibíblico este ensinamento, vendo no argumento católico apenas uma forma disfarçada de idolatria?
A palestra tem por objetivo mostrar através da História a conflitante origem das imagens na igreja católica e principalmente do ponto de vista das Escrituras Sagradas, a sua refutação.

AS IMAGENS COMO OBJETO DE CULTO NO PAGANISMO
O paganismo sobrevivia sob o suporte do visível e do material, de representar Deus por meio da matéria, com todas as suas cerimônias, rituais, imagens e muitos deuses intermediários. Era inconcebível à mentalidade religiosa antiga conceber apenas um único deus e sem representações visíveis.

A CONCEPÇÃO BÍBLICA DE DEUS
No livro de Êxodo 3.14, Deus se revelou a Moisés como o grande “Eu Sou”. Ele é o Deus invisível e transcendente, que exige fé e obediência do seu povo, pois: “ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma” (Deuteronômio 4:12). Adiante a advertência é reforçada um pouco mais, conforme podemos observar: “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor, em Horebe, falou convosco do meio do fogo” (v.15).
Portanto, Israel não poderia representá-lo em hipótese alguma, disse Deus: “Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher”(v.16).

AS IMAGENS NA HISTORIA DA IGREJA
Na igreja pós-apostólica as imagens nunca tiveram aceitação, fosse por parte dos membros ou dos bispos. Aliás, é notável o que o escritor Stan-Michel Pellistrandi diz em seu livro, O cristianismo primitivo, sobre a opinião dos Pais da Igreja a esse respeito: “A Igreja – isto é, sua hierarquia e sua elite intelectual – durante longo tempo manifestou uma hostilidade de princípios contra as formas de arte, consideradas como um produto da civilização pagã, difíceis, se não impossíveis, de serem cristianizadas. Sobre este ponto, os testemunhos dos autores eclesiásticos antigos são unânimes”. Deste modo, o ensinamento unânime dos Padres dos primeiros séculos, o qual a igreja de Roma se preza de respeitar e venerar, é radicalmente adverso ao uso de imagens no culto. Adicionalmente, como notou Agostinho, também os pagãos, salvo os muito incultos, não tomavam as imagens como algo mais que representações; mas são precisamente tais representações o que os escritores cristãos antigos proíbem como contrárias às Escrituras e, portanto opostas ao cristianismo.

A TEOLOGIA DAS IMAGENS
No culto católico as imagens não são somente ornamento litúrgico, são objeto de culto. a Igreja transformara os santos em padroeiros e milagreiros, então tudo no santo possuía uma virtude, mesmo depois de morto. As imagens desse santo, por sua vez, possuíam os mesmos poderes por estarem em contato com suas relíquias.
A justificativa teológica para o culto às imagens é a encarnação de Cristo. Deus se materializou, se fez carne, portanto, os católicos se sentem justificados em fazer imagens materiais deste Deus. O culto das imagens é chamado de veneração, dizem ser uma adoração relativa diferente àquela prestada a Deus. Isso recebe o nome de dulia.
A suposta justificativa bíblica é retirada de algumas passagens das Escrituras, onde Deus mandou Moisés ornamentar o tabernáculo com figuras de animais, a construção da serpente de bronze e os querubins do santíssimo lugar.

RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES
Deus mandou fazer imagens?
Argumento católico: As imagens católicas são como os retratos de parentes.

Resposta apologética: Ninguém jamais viu um protestante borrifando água-benta para santificar um retrato de familiares, acendendo-lhe velas, prostrando-se perante ele, acariciando-o com beijos, fazendo-lhe pedidos, carregando-o em procissões ou colocando-o nos altares das igrejas. Expor tal fotografia a esses atos seria condenável aos cristãos evangélicos. Ademais, ninguém jamais captou a imagem de Cristo ou de Maria para saber as suas fisionomias.

Argumento católico:Deus mandou Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Êxodo 25.18-20).

Resposta apologética: A única finalidade dos querubins era ornamentar a Arca da Aliança, do mesmo modo a que se destinavam os demais objetos do Tabernáculo. Eles não eram de maneira alguma objetos de culto ou veneração.Deus nunca deu ordem a Moisés ou a Arão para confeccionarem réplicas dessas imagens, a fim de serem distribuídas ao povo, como faz a Igreja Católica com suas imagens sacras.

Argumento católico: Deus mandou o povo construir uma imagem de uma serpente e olhar para ela.

Resposta apologética: A serpente de bronze tão somente serviu, naquele momento, para fins específicos, mas quando mais tarde o povo começou a venerá-la, prestando-lhe, quem sabe, um culto de dulia, o piedoso rei Ezequias mandou quebrá-la, chamando-a de “Neustã”, que significa, “pedaço de bronze” (Cf. 2Reis 18:4).

Conclusão
o culto que o catolicismo presta aos santos e a Maria é, na prática, idolatria velada. A pessoa que estudar, ainda que superficialmente, a Palavra de Deus constatará que as justificativas católicas em favor do uso das imagens não passam de eufemismos piegas que não suportam um confronto bíblico.
Fonte: CACP