terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Justiça (2 Samuel 11)

Após o rei Davi cometer adultério se deitando com Bate-Seba e, em seguida, ordenar a morte do seu esposo, o capitão Urias, o Senhor enviou o profeta Natã ao rei. A abordagem de Natã a Davi foi muito interessante. Acerca dos pecados cometidos por Davi, o profeta usou uma parábola para fazê-lo condenar seus próprios atos e produzir no rei o arrependimento.
O profeta iniciou o dialogo contando uma a estória a Davi. Disse o profeta que em uma comunidade havia um homem muito rico e outro muito pobre. O homem pobre possuía apenas uma cordeirinha que criava como uma filha. Vindo um viajante ao homem rico, não quis este tomar das suas ovelhas para dar de comer ao viajante; mas tomou a cordeirinha do homem pobre, matou-a e preparou para o viajante.
Ouvindo a estória, Davi ficou extremamente indignado contra o homem rico e disse ao profeta Natã: “Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto. Pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal coisa e porque não se compadeceu”. Então disse o profeta a Davi: “Tu és o homem” (o homem rico da estória).
Quantas vezes não incorporamos a mesma conduta do rei Davi, apontando os erros dos outros e já determinando a punição, quando, há poucos instantes, tivemos o mesmo comportamento (pecado). “Examine-se, pois, o homem a si mesmo (...)” – I Cor 11:28 a – identifique a área da sua vida que precisa ser corrigida, esforce-se e peça a Deus a sua ajuda para vencer.
A justiça deve fazer parte da conduta diária do Cristão. Um crente que pratica a injustiça deixa transparecer que não houve conversão na sua vida. Em outras palavras, deixa claro e patente que não houve de fato um encontro com a Pessoa do Senhor Jesus. Quando temos um real encontro com o Senhor, bate um total arrependimento pelos pecados cometidos, pedimos perdão a Deus e dai em diante procuramos ter uma vida reta aos olhos do Senhor.
Em nenhum momento devemos usar da nossa posição, seja ela qual for, para perseguir, maltratar, humilhar, submeter, etc, quem quer que seja. Pelo contrário, devemos ser uma benção na vida das pessoas.
A propósito, por causa dos pecados de Davi (tomou a mulher de Urias e depois ordenou a sua morte), Deus determinou juízo à casa do rei. Incesto, traições, guerras e mortes foi o resultado da sua iniquidade.
Candeia

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Apocalipse – 6ª Parte (Apoc 3:7-13 e 3:14-22)

Na sequência, a sexta Carta do livro de Apocalipse, escrita aos irmãos que estavam em Filadélfia, relata que aquela igreja apresentava uma conduta moral e espiritual irrepreensível. Apesar da falta de recursos materiais, a grande virtude daquela igreja consistia no fato de guardar a Palavra de Deus e não negar o nome dAquele que está acima de todo nome, Jesus Cristo. Por guardar a Palavra de Deus, em outras palavras, por cumprir a Palavra de Deus, a igreja de Filadélfia foi preservada por Deus nos momentos das tormentas. A mesma promessa é estendida por Deus aos crentes que, por causa da grande tribulação que virá sobre a terra (Mateus 24:15-22) ficarão livres.
A sétima e última Carta do Apocalipse foi destinada a igreja de Laodicéia. Laodicéia era uma cidade rica e próspera. Algumas pessoas que se destacavam em várias áreas da economia daquela cidade eram membros desta igreja. Apesar da prosperidade, a igreja era espiritualmente pobre.
Os crentes de Laodicéia apresentavam um comportamento duplo, uma vida espiritual vacilante além de uma insensibilidade para com a Palavra do Senhor. A esse tipo de comportamento, Jesus Cristo qualificou de estado de “mornidão espiritual”. Os crentes mornos são aqueles que servem a dois senhores. Uma hora demonstram ser crentes espirituais e em outro momento dão vazão aos prazeres carnais. Por causa da mornidão, Deus ameaçou vomitar a igreja de Laodicéia.
Apesar da censura de Deus as Igrejas (em todos os tempos), Ele concede oportunidade ao arrependimento. O que ocorreu às igrejas de Apocalipse não difere do que ocorre hoje em dia com a igreja cristã. Há necessidade que lideres levantados por Deus condenem as praticas erradas e apontem o Norte a ser perseguido, mediante a Palavra de Deus. Não se desviem nem para a direita nem para esquerda. Sigamos em frente, rumo ao alvo, ao Autor e Consumador da fé, Jesus Cristo o nosso Salvador.
Candeia
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domingo, 20 de janeiro de 2013

Apocalipse – 5ª Parte (Apoc 2:18-29 e 3:1-6 )

Na Carta destinada à igreja de Tiatira, cidade da Ásia, localizada entre dois rios, o Senhor Jesus apontou virtudes praticadas pelos crentes daquela igreja, mas também expressou a sua insatisfação com o envolvimento de muitos com doutrinas, filosofias e a praticas que redundaram em uma total corrupção espiritual, principalmente com a prática da idolatria.
Os ensinamentos de Jezabel (na Bíblia Jezabel é reconhecida como a pior de todas as mulheres), sacrifício e culto a Baal, eram propagados no seio da igreja. Com os ensinamentos falsos a fé Cristã fica comprometida. Não há harmonia entre o Cristianismo e o paganismo. Como a igreja vai transformar o mundo se ela for influenciada pelos costumes do mundo?
Semelhantemente, a igreja Cristã estabelecida na cidade de Sardes, também localizada na Ásia, recebeu severas advertências do Senhor Jesus, juntamente com o seu pastor, por seus desvios, principalmente por sua inércia espiritual e perversão moral.
Apesar de demonstrar ser uma igreja dinâmica e popular, era tudo aparência (o que conta é o interior do homem). Conceitos humanos (seculares) estavam acima da Palavra de Deus e a razão substituía a fé genuína. O formalismo religioso impedia a ação do Espírito Santo.
Em Sardes, os crentes que não haviam se contaminado (eram poucos), receberam a promessa de terem seus nomes escritos no Livro da Vida. Mas Deus, em sua infinita misericórdia, concede ao homem a oportunidade ao arrependimento. Por isso o Senhor Jesus pede aos de Sardes (e aos crentes de todas as épocas) que sejam vigilantes (a vigilância evita a queda e o esfriamento na fé) e obedientes à verdade ouvida e que não ignorassem uma tão grande salvação.
Candeia
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Apocalipse – 4ª Parte (Apoc 2:12-17)

A igreja de Pérgamo estava estabelecida no centro de um mundo totalmente pagão. Sob a influência desse sistema mundano, houve um esfriamento moral e espiritual da igreja. Além do mais, os governantes de Pérgamo usavam do poder da espada para, inclusive, coagir os cristãos a negar sua fé.
Pérgamo abrigava pessoas que apresentavam e defendiam doutrinas contrárias as Escrituras. Falsos líderes defendiam a “doutrina de Balaão” e os princípios dos nicolaítas. Em outras palavras, os ensinos que Balaão difundiu levaram Israel e pecar contra Deus através da prostituição e, principalmente no que se refere ao culto idólatra e a comer comida sacrificada aos ídolos (Números 25:1-2). Já os princípios nicolaítas, segundo alguns estudiosos, referem-se ao conformismo implementado pelo mundo, inclusive pela permissividade moral (adultério, promiscuidade, imoralidade, etc).
A rígida advertência que Jesus fez a igreja de Pérgamo tinha a finalidade primeira de estimular o arrependimento e provocar mudança de atitude. A proposito, “sem mudança de vontade não há arrependimento, e sem arrependimento não há regeneração, não há mudança de vida. Mesmo depois da conversão, o caráter de arrependimento continua ativo podendo ser acionado em qualquer momento, e quantas vezes for necessário”.
Candeia
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Apocalipse – 3ª Parte (Apoc 2:8-11)

A mensagem de Jesus aos crentes verdadeiros de Esmirna (Esmirna era uma importante cidade de uma província romana localizada na Ásia) enfatiza a fidelidade daquela igreja a Deus, mesmo diante das perseguições cruéis e sangrentas pelas quais passavam os irmãos. Já os falsos crentes, esses foram censurados pelo Senhor Jesus.
O império romano, autor principal dessas perseguições, exigia o extermínio completo do cristianismo. O confisco dos bens dos cristãos causou pobreza material, mas a riqueza espiritual estava presente no meio deles. Além do mais, falsos judeus, aliados de Satanás, se posicionavam como inimigos do povo de Deus. Jesus previu o sofrimento pelo qual passaria aquela igreja.
Em resumo, nessa passagem bíblica, duas verdades são ensinadas (ontem, hoje e amanhã) por Jesus ao seu povo: a primeira é que o diabo persegue o povo de Deus (2:10) e a segunda é que, como crentes, devemos ser fiel a Deus até a morte. Estamos sujeitos à morte física (a primeira morte), mas não seremos submetidos ao sentimento de terror provocado pela segunda morte.
A vitória que Jesus obteve sobre a morte, além de ser para os crentes daquela época e de hoje motivo de animo, era a garantia da futura ressurreição dentre os mortos e a certeza de uma vida eterna ao lado do nosso amado Deus.
Candeia
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sábado, 10 de novembro de 2012

Apocalipse – 2ª Parte

Seguindo adiante com o Livro de Apocalipse, nos capítulos 2 e 3, nos deparamos com cartas endereçadas às sete igrejas cristãs da Ásia. As promessas, as sentenças condenatórias e as admoestações dirigidas àquelas igrejas, se aplicam perfeitamente as nossas vidas no presente momento.
A primeira carta, dirigida à igreja de Éfeso, cidade portuária de grande destaque comercial, localizada na Ásia, continha elogios por suas virtudes, mas também censuras severas por sua negligência. Entre os irmãos daquela igreja, muitos haviam abandonado a fé em Jesus Cristo, voltando às praticas contrárias as Escrituras.
Algumas virtudes cristãs deixaram de ser praticadas, como a falta de amor, ausência de temor a Deus, diminuição da força da oração, perda do dinamismo da Palavra e a inércia para com a obra evangelística, dentre outras.
Éfeso chegou a ser uma potência espiritual, mas em decorrência do pecado a sua visão espiritual foi obscurecida, gerando naquela comunidade cristã uma apatia.  
A advertência que Deus imprime a igreja de Éfeso tem como objetivo possibilitar a oportunidade de despertar um reajuste no seu relacionamento com Ele, permitindo a volta aos princípios originais e fundamentais da fé Cristã.
“(...) lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não (...)” Apoc 2:5.

Candeia
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sábado, 27 de outubro de 2012

Apocalipse

O livro de Apocalipse suscita uma esperança no crente em Deus. Uma esperança no fim de todos os efeitos do pecado sobre o homem e em uma nova ordem moral, social e política. O livro contém o maior número de profecias do Novo Testamento e foi escrito para encorajar os cristãos do primeiro século diante das dificuldades que enfrentavam com o Império Romano.
O escritor, o apóstolo João, estava exilado na ilha de Patmos, na Grécia (por volta do ano 95/96 a. C), por ordem do imperador romano, Domiciano, quando recebeu a revelação de Deus e escreveu o livro de Apocalipse. Naquela época (primeiro século) havia uma intensa perseguição aos cristãos, primeiramente por parte dos judeus e depois, pelos romanos. Roma dominava o mundo conhecido e a corrupção era muito intensa. Por causa da idolatria que predominava, Roma foi denominada de “grande prostituta” (Ap. 17:3-9).
O valor do livro de Apocalipse é incalculável. Ele mostra o desfecho de toda história da humanidade, em particular a história da salvação do homem. Além do mais, o livro serviu para mudar a visão que as Igrejas tinham de Jesus, de sofrido e desprezado durante seu ministério, mas agora de poderoso, majestoso e glorioso.
O apóstolo enfatiza a necessidade de pureza na vida cristã (21:8), convida os salvos para a fidelidade (2:10), alerta os crentes para a segunda vinda de Cristo (1:7), mostra a importância do louvor (7:11-12), prepara a igreja para as dificuldades que virão (12:13-17) e profetiza as vitórias dos remidos (14:15).
Vivemos no tempo da graça, ou seja, tempo em que todos têm a oportunidade de salvação. Mas chegará o dia em que essa possibilidade será revogada e Deus agirá apenas como juiz, fazendo uma análise completa das nossas atitudes (Rm 14:10).
Candeia
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