domingo, 6 de maio de 2012
Quem é o culpado?
Quando o primeiro casal pecou e Adão foi questionado por Deus, ele se desvencilhou e apontou Eva como a culpada: “a mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gen 3:12). Por sua vez, questionada por Deus, Eva jogou a culpa na serpente: “a serpente me enganou, e eu comi” (Gen 3:13).
Infelizmente é uma característica do ser humano de sempre transferir a culpa para o outro e, quando isso não é possível, termina, muitas vezes, declarando Deus culpado da nossa culpa.
Após a queda do primeiro casal, por causa da tentação, o mal achou uma brecha que lhe permitiu entrar na criação e, assim, se apoderar e fazer morada neste mundo. Por vontade própria, o homem escolheu caminhos que o afastaram de Deus e esse afastamento inevitavelmente levou e leva o homem a miséria, pois, vivendo distante de Deus estará vivendo na escuridão espiritual (1 João 1:5).
Deus criou o homem para viver na sua presença, mas o pecado levou-o para muito, mas muito distante de Deus. Mesmo o homem estando distante de Deus, Deus continua sendo um Deus de amor porque fez o impensável: “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Deus sacrificou o seu filho para nos resgatar de um problema que nós mesmos criamos. O resgate do homem é para leva-lo a salvação eterna para que ele tenha uma nova vida aqui na terra, mas também a certeza de uma vida ao lado do Senhor durante toda a eternidade.
Somente através da fé na obra redentora de Cristo (Marcos 16:16) é que alcançamos tão grande salvação (Hebreus 2:3). Estamos neste mundo como peregrinos e logo estaremos partindo, pois a vida aqui é muito breve. Tem dúvida?
sábado, 21 de abril de 2012
Música Cristã
Na sociedade atual, mais precisamente no seio da Igreja Cristã, muitas músicas chamadas gospel são cantadas e entoadas como louvor a Deus. Mas, estariam essas músicas alinhadas com a Palavra de Deus? Algumas sim, outras não. Mais uma vez precisamos do discernimento para separar as músicas que possuem uma letra limpa, sem erros doutrinários, que fala de amor, daquelas que contém erros doutrinários e heresias.
Algumas músicas, que falam de batalha e guerra espiritual, se tornaram uma obsessão, mas no fundo refletem uma tendência doutrinária pecaminosa das pessoas. Abro aqui um parêntese: porque os hinários não são mais bem vindos às igrejas? Resposta: porque dificilmente contém erros doutrinários ou heresias bíblicas e seu ritmo não é para o corpo (balanço), mas para o espírito - letra (comunhão com Deus) e alma - melodia (sentimentos).
Em uma igreja que só prega a prosperidade, como vou cantar aquele hino que diz: “...Jesus é melhor do que o ouro e bens...”, não bate, não encaixa. Uma música que deixou o Pastor Paulo Romeiro preocupado é aquela que diz: “...tudo que Jesus conquistou na cruz é direito nosso...”. Nas palavras do referido pastor parece discurso de sindicato. Quando é que o trabalhador fala em direito? Quando o patrão é desonesto, enganador, e a melhor forma de exigir o seu direito é através de uma greve. Ainda nas palavras do pastor, ele gostaria de ver essa turma que exige algum direito de Deus fazendo greve e dizendo a Deus: não tem mais oferta e louvor até o Senhor me abençoar.
Tem uma música da pastora Ludmila que fala da unção da ousadia e multiplicação de conquistas. A música, como outras, demonstra ganância, sempre o agarrar mais. Ninguém faz uma música falando da unção da distribuição, do compartilhar, do dividir, da humildade.
Além de não se contentarem com os nomes pomposos das suas igrejas (Universal, Internacional, Mundial), agora vêm as campanhas: “explosão de campanhas, explosão da prosperidade, explosão de bênçãos”. Ninguém fala em explosão de ética Cristã, explosão da santificação.
Outra música: “...a minha vitória tem sabor de mel...” tem uma conotação egoísta e vingativa que não representa o sermão da montanha. Em dado momento a música diz que “...você vai estar na plateia e eu no palco...”. Ora, Jesus Cristo pede para amar os nossos inimigos, fazer o bem ao que te persegue, mais uma vez não bate.
Quando uma pessoa faz mal a outra é comum ouvirmos: “vou lhe entregar nas mãos de Deus”. O entregar nas mãos de Deus não é para Deus abençoar ou ajudar aquela pessoa, mas é para Deus fazê-la sofrer, acabar com essa pessoa e se possível com seus entes queridos.
Estamos distantes dos ensinos de Deus. Precisamos voltar urgentemente as Escrituras.
Texto compilado da internet.
domingo, 15 de abril de 2012
Crise Evangélica
A Igreja Evangélica está passando por uma grande crise doutrinária. Doutrinas estranhas invadem as igrejas dando ênfase, em alguns casos, ao demônio, a cura divina, ao dinheiro, etc. Movimentos como o do cai e cai, gargalhada sagrada e outros estão tomando conta das igrejas.
Carecemos de uma grande necessidade: o discernimento. Nunca uma geração de crentes foi tão bombardeada com informações de todos os tipos. Somos desafiados a buscar a todo instante a sabedoria que provém de Deus para que não sejamos enganados.
Outra crise que avança no ministério evangélico é a crise na ética Cristã. Cada vez mais estamos nos distanciando dos princípios que norteiam a vida Cristã. Os crentes estão se moldando ao mundo, ou seja, sendo influenciados por ele quando deveria ser o contrário.
Finalmente, um grande número de pessoas se intitula evangélicas, mas na verdade não foram convertidas. Essas pessoas vão à igreja por que querem receber bênçãos materiais, esperam que Deus lhe dê em dobro ou cem vezes mais. O evangelho atual está mais preocupado em transformar pobres em ricos do que pecadores em santos.
Precisamos reverter esse quadro voltando as Escrituras. Que Deus nos ajude!
Este artigo foi compilado.
domingo, 4 de março de 2012
Línguas Estranhas
O propósito inicial de Deus era que o homem falasse apenas uma língua e assim foi, até que, contrariando a orientação de Deus (os homens deveriam se espalhar por toda a terra – Gen 9:1), edificaram uma cidade e uma torre - Babel (Gen 11:4). Confundindo a linguagem, Deus estabeleceu as línguas básicas da terra, das quais surgiram outras línguas e dialetos. O resultado dessa confusão foi a dispersão da humanidade (Gen 11:5-7).Mesmo com a diversidade das línguas, Deus não precisou de intérprete para se comunicar com o homem nas diferentes épocas.
Em Atos 2, diferente de Babel, Deus mostra que queria novamente que o seu povo pudesse se comunicar. Após a descida do Espírito Santo, seus discípulos passaram a falar em outras línguas e os presentes ouviam cada um na sua própria língua. No texto, não há qualquer menção de que a língua falada fosse à língua dos anjos. Pelo contrário, o texto enumera uma lista de regiões onde esses idiomas eram falados.
Quando Paulo escreveu à igreja de Corinto – 1 Cor 12:4-11 e 1 Cor 14 – não exaltou o dom de línguas. Pelo contrário, afirmou que o falar em línguas era um dos menores dons na lista descrita pelo mesmo. Falar em língua não santifica o homem.
No início da formação da igreja, o Novo testamento estava em processo de revelação. Por esse motivo, Deus concedeu aos apóstolos e aos profetas, sinais especiais, como as línguas, por exemplo. Então, os apóstolos, que eram Galileus, ao falarem em outras línguas, estavam demonstrando que a mensagem era de Deus. Essas mensagens (línguas terrenas) traduzidas edificavam a igreja (1 Cor 14:5).
O apostolo ainda regulamentou o uso das línguas na igreja – 1 Cor 14:26-40 – violadas atualmente por muitos. O falar em línguas deve se limitar a duas ou três pessoas por culto, e isso sucessivamente (não muitos de uma só vez). Só falar em línguas quando tiver um interprete (“se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei” – 1 Cor 14:6 – “se com a língua, não falar palavra compreensível, como se entenderá o que se diz”? – 1 Cor 14:9), mas não havendo interprete, fique calado na igreja. As mulheres são proibidas de falar em línguas (1 Cor 14:34) .
Hoje, muitas igrejas de diferentes doutrinas, inclusive doutrinas essas contrárias à Palavra de Deus, ensinam e pregam o falar em línguas. Mas, estaria Deus sinalizando e aprovando tais igrejas?
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A Lei e a Graça
A Lei do Antigo Testamento ou Antigo Pacto foi dada por intermédio de Moisés à nação de Israel (João 1:17 a). Ela continha basicamente 613 artigos ou mandamentos. A lei não era perfeita. Ela era sombra das coisas futuras e quem a praticava jamais podia se tornar perfeito (Hebreus 10:1). Aliás, na verdade, jamais alguém conseguiu cumpri-la na sua plenitude, exceto Jesus (I Pedro 2:22).
A graça e a verdade (Novo Testamento ou Novo Pacto) vieram por meio de Jesus Cristo (João 1:17 b). O sacerdócio do antigo testamento era exercido por Arão e os levitas. O Novo Testamento, que entrou em vigor após a morte do Senhor Jesus Cristo (“onde há testamento é necessário que intervenha a morte do testador” - Hebreus 9:16), é exercido pelo novo sumo-sacerdote, Jesus Cristo.
Jesus Cristo cumpriu a Lei (Mateus 5:17), entretanto, revogou-a, pois “a lei nunca aperfeiçoou cousa alguma (Hebreus 7:18-19).
A lei foi dada a Israel por um determinado tempo, pois não passava de “aio” (tutor) que levaria o homem à Cristo a fim de que fossemos justificados pela fé (Gálatas 3:24-25), judeus e gentios. A lei, portanto, era sombra das cousas que haviam de vir (Colossenses 2:17). Não estamos mais subordinados à lei, nem mesmo os judeus (Romanos 7:6).
“Todos quantos, pois, são das obras da lei, estão debaixo de maldição; porque está escrito: maldito todo aquele que não permanece em todas as cousas escritas no livro da lei, para praticá-las. E é evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé” (Gálatas 3:10-11).
E mais, “pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2:10). “De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaístes” (Gálatas 5:4).
No início da formação da Igreja houve muitos problemas, pois os cristãos não entendiam esse ponto doutrinário. Alguns, principalmente os judeus convertidos a Cristo, continuavam guardando a lei, inclusive, insistindo que era necessário fazer a circuncisão (aliança de Deus com Abraão e seus descendentes – no oitavo dia do nascimento, todo macho era circuncidado – corte do prepúcio da criança) para ter comunhão com Deus, motivo pelo qual foi provocada a realização do primeiro concílio na sede da igreja cristã (não era em Roma) localizada em Jerusalém (Atos 15).
A Bíblia ensina que não devemos ultrapassar a doutrina de Cristo para que não tornemo-nos cúmplices das suas obras más (2 João 9-11). Se a sua igreja prega uma doutrina que contraria a Bíblia, mesmo que parcialmente, “retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos” (Apocalipse 18:4).
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